Na tarde de segunda-feira, 31 de março, um adolescente de 16 anos causou alvoroço ao invadir uma escola em Caçador armado com uma faca, com a intenção declarada de matar a diretora. O caso, que mobilizou a Polícia Militar e a Guarda Municipal, terminou com a contenção do jovem, mas não sem antes ele desrespeitar os agentes com insultos, ameaças de morte e até danificar uma viatura. Agora, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o Poder Judiciário autorizou sua internação provisória, uma medida cautelar defendida pela Promotora de Justiça Silvana do Prado Brouwers, especialista em infância e juventude.
O histórico do adolescente revela que ele já havia sido advertido na semana anterior por supostas agressões a colegas, o que pode ter motivado seu retorno à escola com um plano de vingança contra a gestora. Durante o interrogatório, ele reafirmou pelo menos três vezes seu desejo de tirar a vida da diretora, sem mostrar qualquer sinal de remorso ou compreensão da gravidade de seus atos, conforme registrado nos autos. Para a Promotora Silvana, esses elementos comprovam a seriedade da infração e justificam a necessidade de interná-lo, tanto para proteger a comunidade escolar quanto o próprio jovem, que demonstrou comportamento de risco.
A decisão reflete a preocupação com a segurança no ambiente escolar, abalado pela ousadia da invasão e pela clareza das intenções do adolescente. A internação provisória, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, será aplicada enquanto o caso segue em análise, buscando equilibrar a resposta socioeducativa com a garantia de um espaço seguro para alunos, professores e funcionários da instituição em Caçador.