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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

“Lula não sobe a rampa”: documento apreendido planejava impedir posse

A Polícia Federal (PF) encontrou um documento manuscrito na sede do Partido Liberal (PL) que propõe ações para interromper a transição de governo após as eleições de 2022. O material, apreendido na mesa de um assessor do general Walter Braga Netto, faz referência à chamada “Operação 142” e termina com a frase: “Lula não sobe a rampa”, apontando para a tentativa de impedir a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relatório, que indiciou 37 acusados, foi tornado público nesta terça-feira, 26, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, o manuscrito apresenta tópicos que indicam medidas autoritárias, incluindo:

  • Anulação das eleições.
  • Prorrogação de mandatos.
  • Substituição do TSE.
  • Preparação de novas eleições.

Artigo 142 e rupturas institucionais

A operação mencionada no documento faz alusão ao artigo 142 da Constituição Federal, que trata do papel das Forças Armadas na garantia da ordem constitucional. Investigadores apontam que o artigo foi interpretado pelos envolvidos como base para implementar uma ruptura institucional e manter o então presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota eleitoral.

O documento também menciona siglas e jargões militaristas, como “CG Pol” (Centro de Gravidade Político), com planos que, segundo a PF, refletem a intenção de centralizar medidas autoritárias para executar um golpe de Estado.

Avanço das investigações

A apreensão integra um inquérito que investiga tentativas de deslegitimar o resultado eleitoral de 2022. O sigilo foi levantado para dar transparência às evidências que sustentam as denúncias contra os acusados. A PF afirma que os elementos encontrados reforçam a intenção deliberada de manter Bolsonaro no poder por meios antidemocráticos.

A divulgação do material reforça o foco das investigações em figuras de destaque no antigo governo e em seu entorno político, além de mobilizar o Judiciário contra ações golpistas. O caso segue sob análise do STF.

 

Inquérito da PF de indiciamento de crimes com manuscrito do general Braga Netto (foto: Polícia Federal/divulgação)

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