Em Videira, um homem foi sentenciado a 36 anos de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado, por cometer abuso sexual contra suas três filhas pequenas. O crime de estupro contra vulnerável resultou na condenação do agressor, graças a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Essa denúncia se baseou em provas substantivas, incluindo os depoimentos corajosos das próprias vítimas.
O Promotor de Justiça Antonio Junior Brigatti Nascimento, atuante nas áreas da Infância e Juventude e da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, expressou que a condenação do agressor representa uma resposta positiva para a sociedade catarinense. Ele destacou a importância de que essa condenação sirva de exemplo, a fim de evitar a ocorrência de casos semelhantes no futuro.
De acordo com os registros nos autos do processo, o agressor se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com as filhas para cometer abusos, incluindo acariciar as partes íntimas das crianças e mostrar-lhes seu órgão genital. Esses atos terríveis ocorreram entre 2014 e 2015, quando as filhas tinham entre dois e cinco anos de idade.
A denúncia veio à tona quando o agressor saiu de casa após uma briga com a esposa. A filha mais velha relatou à avó seu alívio por não precisar mais conviver com o pai e detalhou os abusos que vinha sofrendo. As outras duas crianças também revelaram que eram vítimas de abuso. Conhecendo a triste história, a mãe das crianças levou-as ao hospital e acionou o Conselho Tutelar.
O papel fundamental da mãe no desvendamento dos fatos foi destacado pelo Promotor de Justiça, pois ela agiu prontamente ao acionar as autoridades de proteção e solicitar medidas de urgência para afastar o genitor do convívio familiar, garantindo a segurança e o bem-estar de suas filhas.