Santa Catarina registra baixa procura por concurso do IBGE

Escrito por em abril 12, 2022

 

 

Neste domingo (10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizou provas em todo o território nacional para os cargos de recenseadores e agentes censitários. A procura, no entanto, foi abaixo do normal, com índices de 0,87 candidato por vaga.

 

Para sanar a baixa procura, o IBGE, pretende realizar novo processo seletivo ao fim do atual. O novo concurso deve acontecer em maio.

 

Em Santa Cecília com 17 vagas oferecidas, apenas 4 pessoas compareceram ao local da prova.

 

Foram cerca de mil pessoas a menos do que o necessário para as vagas, fora os candidatos que não compareceram nas provas,  segundo o Instituto. Cerca de 2 mil pessoas devem ser contratadas neste processo seletivo complementar.

O caso mais crítico é para os cargos de recenseadores. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) indicou o total de duas seleções que totalizaram 10.281 candidatos com inscrição homologada para um total de 7.663 vagas.

 

A seleção para recenseador, teve no Estado 5.899 inscrições confirmadas para as 6.761 vagas disponíveis, uma proporção de 0,87 candidato por vaga.

 

Os cargos de agente censitário supervisor e agente censitário municipal, foram disputados na mesma prova, ficando os candidatos mais bem colocados com o cargo de agentes censitários municipais. Estes foram os mais procurados, com 4.382 candidatos para as 902 vagas, ou 4,86 candidatos por vaga.

Salários e benefícios

 

Um recenseador recebe conforme a sua carga de trabalho, ou seja, não há um salário fixo. Esse profissional ganha por dia, seguindo uma tabela do IBGE, que estava disponível para os candidatos na hora da inscrição.

 

Em média, uma pessoa que trabalha de 6 a 7 horas por dia ganha cerca de R$ 2 mil. Os agentes censitários ganham entre R$ 1.700 a R$ 2.100, além de benefícios como Vale Transporte e Vale alimentação.

 

Motivo da baixa procura

 

Para o chefe da Unidade Estadual do IBGE, Roberto Kern Gomes, a baixa procura é reflexo do baixo índice de desemprego em Santa Catarina.

Tivemos uma procura menor do que a gente necessita, historicamente isso é assim em Santa Catarina. Isso acontece muito pois o Estado é um ponto fora da curva sobre emprego, o índice de desocupação Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD-C), que mede o desemprego, aponta 4,3% no Estado, e no resto do Brasil o número fica em 11,1%, isso reflete em menos pessoas buscando vagas e menos inscrições”, comenta Gomes.

 

Ainda sobre o índice de desemprego, Gomes explica que no quarto trimestre de 2019, Santa Catarina tinha 5,4%, sendo o número atual o menor índice desde antes da pandemia.

O chefe da Unidade disse ainda que é improvável abrir o concurso para candidatos de outras cidades, pois são poucos meses de trabalho, não compensando o deslocamento.

 

Os recenseadores trabalham por três meses e os agentes comunitários por cinco. A coleta de dados para o censo acontecerá nos meses de agosto, setembro e outubro.

 

 

Fonte: Ana Schoeller / ND+

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