Falsa médica é desmascarada em hospital de pouso redondo e confusão vai parar na Interpol

Escrito por em maio 13, 2022

Pontos cirúrgicos malfeitos fizeram o Hospital de Pouso Redondo, desmascarar uma falsa médica. O documento apresentado por ela era forjado e, por ser estrangeira, a Polícia Civil chegou a precisar do apoio da Interpol para entender o caso. A mulher foi presa em flagrante, mas liberada após pagamento de fiança.

Paraguaia, a suposta médica de 34 anos chegou ao Hospital Comunitário Annegret Neitzke na última sexta-feira (06) como profissional itinerante. O gerente da unidade, Wilton Pinto, conta que ela disse à administração ter esquecido no Paraguai o diploma, mas apresentou a carteirinha do Conselho Federal de Medicina. Enquanto Wilton analisava os documentos, a recém-chegada foi conhecer o sistema e outros detalhes da rotina com um médico do local. 

Ele pediu que ela fizesse o atendimento a um paciente com corte na mão, mas a mulher sequer soube fazer os pontos. Ao perceber o desconhecimento, o profissional fez algumas perguntas básicas de medicina à colega, que não soube responder. Ao mesmo tempo, lembra Wilton, o gerente identificou que a carteirinha era falsa. Os dados foram editados sobre uma imagem da internet. A Polícia Militar foi acionada e a levou à delegacia.

Suposta médica não soube fazer pontos em uma mão cortada

Foto: Arquivo / NSC Total

Ao delegado de Taió, Diones de Freitas, a suposta médica sustentou a história de que houve algum erro no documento, que teria tirado em 2019, e que é formada na Espanha, já que possui dupla nacionalidade. Disse que estava no litoral catarinense e fez amizade com uma moradora de Pouso Redondo, que foi quem a recebeu na última semana. Chegando ao município, decidiu procurar emprego no hospital.

Ela provavelmente achou que analisaríamos apenas a carteirinha e não apresentou os outros documentos necessários. Não deixei ela ir embora porque poderia ir para uma cidade menor e fazer a mesma coisa“, diz Wilton.

Freitas pediu apoio à Interpol, que checou a data de vinda dela ao Brasil, em abril deste ano. Agora, o delegado deve fazer um pedido formal à polícia criminal internacional para descobrir se ela realmente é formada em Medicina e a situação imigratória. A mulher contou ter trabalhado em Foz do Iguaçu em 2019, mas nenhuma unidade de saúde de lá confirmou isso.

Com o episódio no hospital, a mulher foi indiciada por estelionato, por ter induzido o hospital a acreditar no falso documento para conseguir obter vantagem — um emprego remunerado. A amiga pagou a fiança de R$ 1.000, a suspeita foi liberada e pegou o primeiro ônibus para deixar Pouso Redondo. 

Confira a nota emita pelo hospital:

 

 

 

Fonte: Bianca Bertoli / Jornal de Santa Catarina / NSC Total
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