Alesc discute estudo que aponta contaminação da água por agrotóxicos em cidades de SC

Escrito por em junho 3, 2022

 

 

Uma audiência pública da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), realizada na noite desta segunda-feira (30), tratou da contaminação por agrotóxicos da água ofertada para o consumo da população nas cidades de Santa Catarina.

 

O debate, proposto pelo deputado Padre Pedro Baldissera (PT), reuniu entidades que atuam no controle do uso de agrotóxicos em Santa Catarina, representantes do governo estadual, do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

 

O estudo do Programa Qualidade da Água, do MPSC, foi apresentado pela professora da UFSC e pesquisadora do FCCIAT (Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos), Sônia Hess.

 

As análises feitas em 2018 e 2019 encontraram a presença de agrotóxicos em mananciais que abastecem a população em 65 municípios catarinenses, do total de 178 analisados nos dois anos.

 

Segundo o MPSC, em 2020 e 2021 não houve análises em função da pandemia da Covid-19. O estudo será retomado este ano.

 

Dados do estudo

Nas amostras coletadas, os níveis estavam bem acima do que é tolerado na União Europeia, por exemplo. Os índices, no entanto, estavam dentro do que é permitido pela legislação brasileira.

 

Em algumas das amostras, inclusive, foi encontrada a presença das substâncias atrazina e simazina, que estão banidas desde 2004 nos países europeus, devido aos efeitos prejudiciais à saúde.

 

Normas mais rígidas

O coordenador do CCO (Centro de Apoio Operacional do Consumidor) do MPSC, promotor de Justiça Eduardo Paladino, adiantou que a partir do segundo semestre deste ano, o órgão vai monitorar o abastecimento de água de todos os 295 municípios catarinenses.

 

O principal desafio atualmente, segundo ele, é trabalhar uma regulamentação própria para Santa Catarina mais rígida do que a praticada hoje.

 

Grupo de trabalho

Um grupo de trabalho composto por representantes das entidades que participaram da audiência pública foi criado com o propósito de aprofundar as demandas levantadas. A primeira reunião do grupo está marcada para a próxima quarta-feira (8), na Alesc.

 

Confira as cidades onde foram identificados resíduos de agrotóxicos:

Em 2018

 

Coronel Freitas
Taió
Ibirama
Ituporanga
Rio do Sul
Porto União
Mafra
Itaiópolis
Joinville
Rio Negrinho
Schroeder
Massaranduba
Balneário Gaivota
Tubarão
Orleans
Balneário Rincão
Gravatal
Jaguaruna
Balneário Camboriú
Itapema
Balneário Piçarras
Ilhota

Em 2019

 

Agrolândia
Água Doce
Armazém
Arvoredo
Balneário Camboriú
Bom Jardim da Serra
Braço do Trombudo
Catanduvas
Criciúma
Forquilhinhas
Maracajá
Siderópolis
Formosa do Sul
Ilhota
Imaruí
Imbuia
Irati
Jardinópolis
José Boiteux
Lindoia do Sul
Major Vieira
Morro da Fumaça
Treze de Maio
Morro Grande
Navegantes
Papanduva
Passo de Torres
Petrolândia
Pouso Redondo
Quilombo
Rio do Oeste
Rio Fortuna
Santa Cecília
Santa Rosa de Lima
Santo Amaro da Imperatriz
São João do Sul
São Martinho
Treze Tílias
Turvo
União do Oeste
Urupema
Vargem Bonita
Witmarsum

 

 

Fonte: ND+
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