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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Penitenciária Regional de Curitibanos implementa leitor facial para controle de reeducandos em projeto inovador

 

Nova tecnologia visa fortalecer segurança e agilizar processos no sistema prisional catarinense.

A Penitenciária Regional de Curitibanos deu um passo significativo rumo à modernização do controle de entrada e saída dos reeducandos que trabalham, ao implantar o primeiro leitor facial na região. Esta iniciativa, parte de um projeto piloto ambicioso, tem como objetivo integrar e gerenciar informações sobre a movimentação dos internos que atuam tanto dentro da unidade prisional quanto em atividades externas nos municípios de Curitibanos, Santa Cecília e São Cristóvão do Sul, na região do Meio-Oeste e Serra catarinense.

Nesta primeira fase, o leitor facial foi instalado no setor de segurança, ponto de passagem obrigatório para os reeducandos do regime semiaberto. Dos cerca de 800 presos em atividade laboral na Penitenciária Regional de Curitibanos, 400 já estão devidamente registrados no novo sistema de leitura facial.

O plano é expandir essa tecnologia para cada oficina de trabalho e outros setores da unidade, buscando monitorar com precisão todos os movimentos dos internos. Além disso, está em estudo a integração dos dados dos sistemas Sistema de Apoio à Gestão Prisional (Sagep) e Identificação e Administração Penal (Ipen), automatizando a inserção de informações como autorização para saídas temporárias e deslocamentos para atendimentos médicos, visitas, consultas jurídicas, entre outros.

Carlos Alves, secretário da Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), destacou que “este projeto representa um avanço significativo na segurança e controle do sistema prisional, estabelecendo padrões mais rígidos e eficientes de monitoramento, além de mais rapidez e produtividade ao processo laboral”.

A próxima etapa do programa contemplará todas as 53 unidades prisionais de Santa Catarina, onde 8.360 detentos estão envolvidos em atividades laborais, representando 34% da população carcerária do estado. Destes, 6.736 detentos recebem remuneração, o que equivale a 27% do total da população carcerária, marcando o mais alto índice entre todos os estados brasileiros, conforme dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

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